Mostrando postagens com marcador Comportamento. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Comportamento. Mostrar todas as postagens

sábado, 6 de outubro de 2018

Aquelas dores que só a gente sabe

Há alguns meses passei por uma situação complicada. E dia desses eu encontrei com uma cliente num evento festivo, o qual nos ofertou a possibilidade de conversar coisas além da nossa relação habitual. Ele me perguntou sobre o ocorrido, perguntou se eu não sofri. Era o mesmo tom das perguntas que recebi na época em que a minha mãe faleceu.
De forma serena, eu respondi que sim, que havia sofrido. Mas foi ali que eu me dei conta de como a minha dor não havia sido percebida por muitas pessoas. Não é que elas não tenham sido empáticas e nem que eu a tenha mascarado. É que foi uma dor tão pessoal, tão minha, e tão genuinamente mantida longe das minhas relações sociais, que só eu sei como foi senti-la.
E quantas vezes nós sentimos dores que mais ninguém, além de nós, fica sabendo... Quantas vezes somos fortes o bastante para manter intactas relações que não precisam ser afetadas com o que sentimos... Quantas vezes somos nossa principal, e até única, companhia...
Foi disso tudo que me dei conta naquele momento em que fui questionada sobre a minha dor. Me dei conta também da leveza que continuei passando para as pessoas, mesmo quando tudo era um vendaval na minha vida. Mas me dei conta principalmente que tudo pode permanecer leve, porque o mundo precisa da nossa luz e do nosso amor. E estamos sempre aptos a mostrá-los ao mundo. Mesmo quando achamos que tudo é dor.

quinta-feira, 27 de setembro de 2018

Prefiro ser inteira do que ser perfeita

Não quero negar o que faz parte de mim. Não quero esconder os meus defeitos e nem quero fingir que não vejo as minhas qualidades. Não quero e nem vou aceitar a visão social de perseguir a perfeição. Eu não sou perfeita. E nem teria que ser.
Eu sou alguém que, assim como você e como todas as outras pessoas, possui sombras e luz. Eu sou alguém que já percebeu que não precisa se esconder, não precisa se envergonhar, não precisa recuar. Sou alguém que entendeu que não é errado ser exatamente do jeito que é. Sou alguém que sabe que não é pecado se aceitar, pelo contrário, é amoroso. E a aceitação inclui todos os aspectos existentes, não apenas os bonitinhos.
Então agora já não faz mais sentido ficar mascarando tudo que sou. Porque não quero ser aceita por esse mundo. Eu só quero me aceitar, mesmo quando a verdade doer. Eu só quero ser eu. Tem liberdade maior que essa?...
Eu prefiro ser a multiplicidade que sou. Alguém que ri, mas que também chora. Alguém que sabe, mas que também tem dúvidas. Alguém que vai, mas que também tem medo. Alguém que socorre, mas que também precisa de ajuda. Alguém que luta, mas que também senta e assiste. Alguém que sente falta, mas que também sabe sentar e ser sua própria companhia.
Eu prefiro aceitar cada parte minha do que aceitar apenas as que me convém. Porque melhor do que me sentir o máximo o tempo todo é me sentir à vontade com quem sou a cada momento. Descobri que não preciso ser perfeita, eu escolho ser inteira.

segunda-feira, 10 de setembro de 2018

Já somos o suficiente

Estava anotado na minha programação de hoje postar no blog. No entanto, mesmo com muitos insights, eu não havia definido o tema do texto. Mesmo assim, decidi abrir o blog. Pois é, mesmo não tendo pensado num tema. Mesmo não me sentindo preparada para escrever algo muito legal para vocês. Mesmo assim, eu resolvi seguir em frente. E percebi que não poderia ter tema melhor para eu falar aqui hoje. Olha que lindo! haha
Sabe aqueles dias ou aqueles momentos em que você se sente despreparada (o) para fazer algo? Ou, ainda, quando você simplesmente não tem noção do que fazer e de por onde ir? Eu tenho uma coisa a te dizer: simplesmente faça, simplesmente vá! A vida não cobra perfeição de você, ela só te deseja coragem para você caminhar pelo caminho que veio trilhar.
E o que tenho percebido é que muitas vezes pode ser muito mais simples do que imaginamos. Fazer o que amamos, lutar pelo que acreditamos, ir atrás de quem amamos... tudo isso pode ser muito simples. Não precisamos ser pessoas maravilhosas e nem nos sentirmos seguras ao ponto de nada nos abalar. Não precisamos ter muita coisa e nem dominar diversas teorias. Precisamos apenas seguir o nosso coração.
Para viver não existe regra, meu amor. Nada está tão completamente equivocado do que a ideia de que não somos o suficiente para fazer o que acreditamos. E se até hoje isso não era claro para você, eu te digo agora: você pode! Hoje. Agora. Com o que você tem e do jeito que você é!
Preste atenção em todas as vezes que a vida te propor algo. Há sempre um ensinamento valioso que está por vir. E se é o seu desejo mais profundo ir em frente, então vá! Sem hesitar. Sem temer. Sem avaliar demais a situação.  Não se cobre perfeição, não espere ansiosamente pelos resultados. Apenas coloque todo seu coração em tudo que fizer, e tenha a certeza de que terá feito o seu melhor.

terça-feira, 28 de agosto de 2018

Você já é bonita

Olha, eu tô aqui hoje para falar verdades. Para vocês. Para mim. Para quem tiver disposição e sensibilidade de percebê-las.
Você não precisa ser bonita para os padrões de beleza. Você não precisa se enquadrar no que se tornou uma verdade absoluta para a sociedade. Você não precisa se esforçar para se sentir bonita. Você não precisa possuir uma roupa de marca, nem um corpo sarado, nem um rosto perfeito, nem um homem maravilhoso ao lado, nem uma pele lisinha, nem todo dinheiro do mundo para, enfim, se sentir digna do título de "linda". Sabe por quê?
Porque você já é bonita, meu amor. Você simplesmente já nasceu assim. E o mais estranho nisso tudo é que é muito mais difícil enxergar e ter convicção disso do que correr atrás de várias coisas que te prometem uma pele melhor, um cabelo mais bonito, um homem perfeito, um emprego dos sonhos, um corpo lindo e maravilhoso. É muito mais difícil enxergar que aí dentro mora uma beleza absurda e infinita, e poderosa ao ponto de não depender de nada externo para existir. É muito mais difícil perceber que por mais perfeita que a tua vida esteja, não é isso que te faz bela e única. Sabe por quê?
Porque a tua beleza existe antes de qualquer outra coisa. Porque a tua beleza independe das tuas condições externas. Porque a tua beleza independe de quem está ao teu lado. Porque a tua beleza só depende da tua capacidade de enxergá-la. Essa beleza é única, é valiosa, é sua por direito e não é condicional. Essa beleza é tão preciosa que muitas vezes acaba passando despercebida em meio a tantas pressões e imposições acerca do que é idealizado sobre a própria beleza. E sabe do que essa beleza precisa para ser notada?
De você. Do seu olhar. Do seu carinho. Da sua compreensão. Da sua humildade de perceber que não precisa de nada mais para ser o que você já é: linda. Do jeitinho que você é. Sem tirar nem por. Parece estranho que seja assim tão simples, né? Mas é porque você se habituou com o esforço, com a batalha contra você mesma, com a admiração pela beleza estereotipada. E tudo que você precisa é se habituar com a real beleza, que é exatamente a que você possui. E sabe como fazer isso?
Acreditando, dia após dia, que você já é bonita. Desconfiando, dia após dia, do que o que te contaram sobre beleza. Confiando, dia após dia, que o universo não erra e que você é perfeita para a vida que veio viver. E sabe o que vai acontecer quando você internalizar tudo isso?
Você vai perceber, meu amor, que tudo que você sentir vontade de fazer no seu corpo e na sua vida não vai ser feito com a intenção de te consertar e nem de te melhorar, e sim de ressaltar a beleza que você já possui. Você já é bonita!

quinta-feira, 16 de agosto de 2018

Expresse quem você é

No último texto eu falei sobre amor próprio e autoaceitação (cliquem aqui para ler) e no texto de hoje eu quero fazer uma extensão a esse tema, falando de como é importante expressarmos quem somos. Porque tudo isso tem vindo à minha cabeça e tocado o meu coração. <3
Vocês já pararam para perceber se estão expressando quem são?
Quando bate a vontade de fazer isso ou aquilo... Quando é preciso se posicionar... Quando todo mundo acha ridículo suas escolhas de vida ou mesmo aquela escolha do sabor do sorvete... Quando sua atitude talvez não seja o que o social espera... Quando há algo gritando dentro de você... O que você faz? Você expressa quem você é e o que você quer?
Isso não se trata de expressar o que ninguém mais quer. Trata-se de olhar para dentro e, com toda sutileza e amor, sentir quem você é de verdade. E deixar que suas escolhas sejam pautadas unicamente por isso: pela sua essência. E muitas vezes essas escolhas parecerão ridículas, serão apontadas como "diferentes", "anormais" ou até "idiotas" por outras pessoas. Às vezes até você mesma (o) poderá rotulá-las assim.
E é esse o exato momento de dizer a si mesma (o): eu me apoio e escolho ficar do lado da minha verdade neste momento. E é com essa atitude que você começará a perceber que a vida está ao seu favor, que tudo está fluindo, mesmo quando algo parece dar errado. Porque é se apoiando que você mostra ao mundo que está nele e que pode fazer a diferença. Não para ser notado por um grande feito, mas por transmitir às pessoas aquilo que há de melhor em você. 
Então a dica de hoje é: busca se expressar. Faz bem, é gostoso. E eu não tô falando de se impor. Eu tô falando de expressar a sua essência, meu amor, aquela coisa mágica que só você tem e que te torna única (o). Eu tô falando daquela sensação de estar alinhada (o) com quem você é, que dá espaço a uma deliciosa sensação de ser quem você veio para ser. Eu tô falando de sentir quem você é de verdade, de sair para a vida sem vergonha do que tem a oferecer, de sair pelo mundo sabendo que é o suficiente para as pessoas e, principalmente, para você mesma (o).

Ps.: à vezes eu escrevo textos sem me incluir no roteiro, em outras palavras, falando apenas para os leitores, porque depois de um tempo eu encontro esses textos e me delicio lendo os meus próprios conselhos e relembrando tudo que já sei. <3 Espero que faça sentido para vocês também. Beijos! <3

quarta-feira, 8 de agosto de 2018

Vamos olhar para as nossas pequenas grandezas?

Teve um dia que uma pessoa elogiou as minhas costas. Falou de como ela é lisinha, sem nenhum resquício de acne, e como isso despertou o seu encantamento.
Teve outro dia que outra pessoa falou de como o branco dos meus olhos é muito branco, sem qualquer manchinha, e como isso não é visto em todas as pessoas.
Nesses dias eu me peguei pensando como existem coisas em nós que passamos despercebidas (os). Eu nunca havia reparado que minhas costas são lisas e nem que o branco dos meus olhos é alvo. Nunca havia reparado que minhas costas, o branco dos meus olhos e qualquer outra coisa são dignos de elogio. Era tudo normal pra mim, porque sempre esteve aqui e desse jeito, que sempre foi visto como algo banal.
Nesse dia eu também me peguei pensando em quantas coisas legais existem em mim, seja fisicamente ou em qualquer outra esfera do meu ser, e em como eu estava passando batida em não percebê-las.
E vocês, o que há de legal aí que vocês não estão percebendo? <3

terça-feira, 31 de julho de 2018

O que fazer quando você já aprendeu a voar

Dia desses eu tava explicando para um amigo o porquê do meu desejo em ser uma borboleta, caso fosse um animal. Ela nasce de um processo lindo que envolve uma autotransformação, ela tem asas, ela voa. Para mim, é algo muito claro que ser uma borboleta é uma das formas mais lindas de um animal.
Sim, para mim. Uma pessoa que não teme a mudanças, uma pessoa que descobriu que possui asas e que já aprendeu a utilizá-las.
Essa introdução, que fala um pouco do meu temperamento, é para dizer como eu me sinto após ter voltado a morar na minha cidade, Santa Bárbara, uma pequena cidade do interior da Bahia, após ter vivido na Espanha e, mais recentemente, em Brasília*. A princípio pode parecer que a borboleta sentiu as suas asas quebradas. E foi assim mesmo que eu me senti. A sensação era a de ter voltado para o casulo, mesmo que conscientemente eu já soubesse o que é a liberdade e a amasse infinitamente.
Ao longo desse período de retração, digamos assim, eu fui começando a perceber que seria impossível retroceder. Pode parecer contraditório, mas o que quero dizer é que... mesmo tendo retornado a um espaço um pouco mais limitado, seria impossível fechar as minhas asas e retomar à consciência que eu possuía na fase de casulo. Nada mais é capaz de me limitar. E mesmo que acontecimentos, pessoas, julgamentos etc me pressionem para isso, isso jamais irá acontecer.
E foi justamente quando eu percebi que essa força, essa liberdade, essa leveza, essa determinação, essa coragem são atributos que já existiam dentro de mim e que foram sendo desenvolvidos externamente com as minhas experiências... aí eu percebi que o lugar em que eu estou jamais irá me limitar de alguma forma. Sou eu que determino como eu vou me comportar perante cada coisa, cada ambiente, cada pessoa, cada mentalidade, cada lugar.
Depois que aprendi isso, ficou simples perceber que o fato de eu ter retornado à minha cidade natal jamais terá o poder de me fazer desanimar ou de me fazer sentir menor do que já fui um dia. As experiências que eu vivi fora daqui serviram para me fazer enxergar a potencialidade que habita dentro de mim e que me torna capaz de ser livre em qualquer parte. A partir daí alguns insights começaram a surgir. Como eu posso ser livre onde estou agora? Como eu posso dar o meu melhor onde estou agora? Como posso inspirar pessoas estando onde estou agora? Como eu posso expressar a minha essência onde estou agora?
É exatamente assim que estou vivendo. Olhando os horizontes criados dentro de mim, e não as limitações que se fazem presentes no externo. Se estou aqui ou se estou em alguma cidade do outro lado do planeta, serei e expressarei o melhor que há dentro de mim, darei o meu melhor. É assim que faz uma pessoa que já aprendeu a voar.

*o tema foi levantado via instagram (@jamilealmeida1) e eu achei oportuno para que eu fizesse essa reflexão de um modo mais amplo e colorido. Gratidão a quem deixou a sugestão. <3

terça-feira, 10 de julho de 2018

Faça a sua parte

Sabe as corrupções do governo? Sabe as inconveniências do vizinho? Sabe o mau humor do seu colega de trabalho? Sabe aquele amigo que tá sempre reclamando? Sabe aquela situação que não muda? Sabe tudo que parece estar contra você? Eu tenho que te dizer que não está!
Pode parecer que os problemas do mundo nos fazem sentir pequenos em diversos momentos. Mas eles não têm a mínima força quando nós decidimos simplesmente fazer a nossa parte. Apenas a nossa parte. Muita coisa não está ao nosso alcance, mas o que diz respeito somente a uma decisão nossa está. E é aí onde devemos aturar.
Não é preciso mudar o mundo, mudar os governantes, mudar as pessoas. Só precisamos apenas mudar a nós mesmos. Não para nos adequar aos demais e suportar o que nos afeta, e sim para ficarmos mais aptos a lidar com tudo que nos cerca.
Diminua o peso, faça apenas o que lhe compete. O outro responderá como pode, e aí já é a parte dele.

sábado, 7 de julho de 2018

Gratidão: como sentir?

Há uns meses eu conversava com um amigo sobre gratidão e falávamos de como é maravilhoso sentir-se grato, em vez de expressar a gratidão apenas com palavras. Sentir bem no íntimo, sabe? Algo que te faz sentir leve, conectado com a vida. Algo que te faz sentir que nada falta.
E há alguns minutos me deu uma vontade enorme de pegar o meu caderno da gratidão e usar quatro páginas listando algumas coisas que sou grata. Coisas que parecem não ter importância, mas que fazem toda a diferença, como por exemplo uma escova de dente macia. Pode parecer bobo, mas muita gente  não tem uma escova de dente como eu e como você que está agora lendo este texto.
Deixei as palavras jorrarem sem parar. Sem me questionar pelas coisas que estavam sendo listadas, apenas deixando que todo sentimento de gratidão virasse palavras. Comecei a sentir algo bom dentro de mim, como se eu estivesse vendo tudo da maneira mais extraordinária que o meu olhar poderia enxergar.
Lembro de alguns sonhos que realizei e como me senti grata no momento, mas que depois não significava mais nada. Pois fiz questão de incluí-los na minha enorme lista também. Fiz questão ser grata até mesmo pela enfermidade que se fez presente no meu corpo, porque através dela também existe a cura.
E sabem por que todos esses agradecimentos? Porque eu imaginei a minha vida sem tudo o que tive e o que tenho. E simplesmente não seria eu se tudo não fosse exatamente do jeito que é. Querem saber mais um motivo? Bom, eu confio na vida o bastante para saber que nada acontece para o meu pior, e sim para o meu melhor. Eu agradeço até o que se apresenta como mal num primeiro momento, porque confio que através de cada coisa que se apresenta na minha vida há muitas outras que de prontidão eu não consigo enxergar. E que, acima de tudo, está me preparando para experiências fantásticas.
E, então, como sentir a gratidão de verdade? Mudando de perspectiva e começando a sentir que a vida está sempre nos presenteando, só que muitas vezes nós focamos tanto em outra coisa que esquecemos de abrir o presente.

terça-feira, 3 de julho de 2018

Sou o que me couber ser

Sim, eu sou tímida. Mas às vezes eu posso ser a pessoa mais extrovertida e exagerada que você já conheceu em toda a sua vida.
Sim, eu sou uma mulher cofiante, sexy e poderosa. Mas posso ser a menina mais doce e encantadora de todo o mundo.
Sim, eu aceito ser cada contradição que há dentro de mim. Porque é assim, e somente assim, que posso ser inteira.
Sim, eu sou o que consigo ser. Sem essa de guardar pra depois o que sinto agora. Sem essa de tentar mudar o que sinto aqui dentro.
Sim, eu prefiro ser essa metamorfose ambulante! Porque eu me recuso a ser alguém enrijecida numa única forma de ser.
Sim, eu prefiro fazer de mim morada dos meus sentimentos, sem medo de acolher cada um que chegar e, principalmente, sem medo de expressá-los a cada momento.
Sim, eu sou o que me couber ser. Mas não no sentido de me enquadrar em algum padrão, e sim no sentido de ser exatamente aquilo que sinto que sou a cada hora, no sentido de ser alguém de verdade e que transmite verdade. E essa é, para mim, a melhor forma de me amar e me respeitar.
E assim vou vivendo... expressando a minha verdade a cada momento, e dando a todos a liberdade de entendê-la como conseguirem. Ufa, é tão libertador ser a gente mesmo!

sexta-feira, 29 de junho de 2018

Um papo sobre trabalhar com o que gosta

Sabe aquela história de "faça o que gosta e não terá que trabalhar um só dia na sua vida"? Pois é, eu resolvi testar isso na prática e através desse texto eu quero contar um pouco da minha experiência para vocês.
Quando criança eu era acostumada a ver as pessoas que faziam parte da minha vida falarem do trabalho como algo difícil, árduo, ruim... Também naquela época eu já percebia algo de errado nisso tudo. Eu ainda não tinha ideias organizadas acerca do assunto, mas me incomodava saber que um dia seria eu a viver as mesmas histórias daquelas pessoas.
E também naquela época eu sentia dentro de mim uma imensa vontade de trabalhar, de ser financeiramente independente dos meus pais e de colocar meus dons e talentos em ação. Com sete anos eu comecei a vender revistas. Sempre fui autodidata e àquela altura eu já fazia contas muito bem, bem como escrevia textos.
Aos 9 anos eu resolvi adicionar às minhas atividades comerciais a produção de bijuterias. "Tomei um curso" com um vendedor dessas artes que possuía uma barraca na feira da minha cidade. Toda dia de feira eu me sentava ao lado dele e ele me ensinava algo diferente.
Depois disso, cheguei a vender acessórios de cabelo e outros tipos de bijuterias. Até que a dedicação aos estudos tomou um espaço maior na minha vida. Entrei na universidade aos 18 anos e me vi sem muito tempo para me dedicar a outras atividades. Apesar de ter escolhido o meu curso sem interferências familiares, era frequente que, em conversas com a minha mãe, eu relatasse o meu medo de ter um trabalho que não fosse do meu agrado. Ela sempre me tranquilizava, dizendo que eu poderia ser o que eu quisesse e que não precisava me submeter a nada que fosse me fazer infeliz para o resto da vida.
No último ano do meu curso, eu estava querendo um dinheiro a mais, já que só ganhava o que trabalhava como bolsista de iniciação científica. Foi então que resolvi fazer um bazar online com roupas que eu havia trazido da Espanha, país onde fiz intercâmbio. O sucesso foi tanto e as pessoas gostavam tanto do meu gosto... que passaram a me incentivar na venda de roupas. Comecei com pouco dinheiro, mas fui crescendo.
Quando a loja possuía pouco mais de um ano, eu mudei toda a minha vida e fui morar em Brasília, fui buscar coisas novas. Ao retornar, e isso faz quatro meses, eu retornei às atividades da minha lojinha e tenho me sentido cada dia mais satisfeita com o trabalho que desempenho. Sou modelo, produtora, administradora e tudo mais que precisar. Também tenho me dedicado à escrita de textos para web e nessa semana um dos meus artigos foi publicado num jornal.
E o mais incrível de tudo isso é que eu não sinto aquele cansaço que sempre escuto da maioria das pessoas. Há dias que tenho mais tarefas, mas mesmo assim eu não sinto como algo pesado e nem trabalhoso. Sabem por quê? Porque tô oferecendo ao mundo o que tenho de melhor. Não buscando me esforçar e batalhar pra entregar ao mercado o que ele está pedindo, mas sim colocando em ação as coisas que melhor sei fazer, as coisas que me alegram fazer. E vou me desenvolvendo cada vez mais.
Eu tô vivendo na prática essa coisa de que não se trabalha quando se faz o que ama. E isso é tão maravilhoso que eu quero inspirar vocês a descobrirem suas paixões e segui-las sem medo. Mesmo que todo mundo diga que é besteira, mesmo que ninguém bote fé... Seja o primeiro a acreditar em si.

Ps.: se quiserem conhecer a minha loja, busquem por @milestore1 <3

terça-feira, 12 de junho de 2018

Um papo sobre se olhar no espelho e gostar do que vê

Eu sou muito apaixonada pelo meu corpo! E o mais engraçado de tudo isso é que costumeiramente as pessoas acham que ao afirmar isso eu sou muito exibida e quero mostrar a todo mundo que acho meu corpo legal. Não! Eu até acho o meu corpo muito bonito e cuido dele da melhor forma que posso, mas não é daí que vem a minha paixão.
O amor que sinto pelo corpo que tenho vem do simples fato de que eu decidi aceitá-lo exatamente do jeitinho que ele é. Mesmo antes de ele estar mais próximo à forma que eu desejava e mesmo reconhecendo coisas que não são legais para os padrões, eu comecei a me olhar e a parar de buscar defeitos a serem consertados. Eu queria simplesmente me sentir bem com o que eu via no espelho. E achava um absurdo ter que esperar alguns meses ou alguns anos para ficar sarada e, só então, poder me achar gostosa.
Não! Eu quero e escolho me olhar no espelho e gostar do que vejo agora! E em qualquer outro momento da minha vida, independente de como ditem os padrões.
Porque eu não preciso me matar na academia e fazer uma dieta mega restrita para, então, me achar bonita.
Porque eu não preciso esperar por um resultado para que, só então, possa amar a minha forma física.
Porque eu não preciso ter um corpo diferente do meu e nem cultuar corpos de revista.
Porque eu não sou obrigada a me sacrificar para entregar à sociedade um corpo compatível com os moldes estabelecidos.
Porque eu escolho cuidar do meu corpo com amor, sabendo respeitar como ele está a cada dia. E porque para amá-lo eu não preciso ser uma musa fitness, preciso ir bem além: preciso me aceitar.
Porque eu escolhi me olhar no espelho todos os dias e gostar do que vejo: alguém que pra gostar do que vê não precisa atingir um resultado determinado pelos padrões sociais, precisa apenas se sentir confortável em ser quem é!

segunda-feira, 14 de maio de 2018

Cansei de esperar, comecei a viver

Durante o período inicial do meu tratamento ortodôntico eu mantive um certo grau de ansiedade, que sempre indagava e projetava no futuro um sorriso perfeito. Nessa perspectiva, eu sorria com a ideia de que no futuro,  quando esse monte de ferro não mais estivesse dentro da minha boca, meu sorriso seria mais bonito.
Era como se eu não pudesse estar satisfeita o bastante comigo mesma, ao ponto de projetar uma felicidade maior no que estava por vir. Essa expectativa em questão girava em torno do meu sorriso, mas já se aplicou a diversas outras coisas na minha vida. O pensamento era sempre o seguinte "está legal agora, mas quando acontecer tal coisa vai ficar muito melhor".
E com isso, eu ia adiando a minha própria felicidade. Vejam que loucura! Era como se o fato de algo não estar exatamente do jeito que eu queria desse margem para que eu não vivesse planamente o presente, deixando tudo de bom para momentos posteriores. Ou seja, eu criava um contrato comigo mesma de que só seria feliz se conseguisse tal coisa, de que ficaria melhor quando tal coisa acontecesse etc.
Alguns de vocês podem estar achando que eu era pirada, e eu estava mesmo haha, mas agora eu quero convidá-los a refletir se há algo que vocês estejam tratando dessa forma. Procurem refletir se estão esperando algo para começar a viver. A espera pode ser para alcançar um corpo perfeito, um emprego que pague bem, o carro dos sonhos etc. Não importa o que seja, nada tem o poder de tirar a vida que há nesse momento e levá-la para o depois, a menos que permitamos.
Eu tenho buscado, e espero inspirá-los a uma mudança semelhante, fazer esse trabalho diário de quebrar todos os contratos que me fazem crer que a felicidade não pode ser vivida agora e tenho buscado também evitar novos acordos. E foi nessa ótica que eu comecei a distribuir o meu sorriso por aí de forma mais confiante e a brindar a minha felicidade. Cansei de esperar, comecei a viver! Porque como diz uma frase da minha banda favorita, Chimarruts, "a vida é agora, vê se não demora". <3

quarta-feira, 9 de maio de 2018

A minha base familiar não se apoiou na religião, ela se fundamentou no amor

A minha criação não se estabeleceu através da religião. Ela foi estabelecida e solidificada através do amor. E é o amor a essência de toda divindade que nos une.
Quando criança, era usual que minha mãe me levasse a missas. E quando adolescente, era comum irmos à igreja em um ou outro domingo. Mas o amor permanecia sempre ali conosco. Em nosso lar. Da sua maneira, a minha mãe, ou mainha, deixava a mensagem de que deveriam fazer parte da nossa família coisas muito mais substanciais e poderosas que as que ouvíamos nos discursos religiosos. E assim como aprendi a ler e escrever antes de estar matriculada numa escola, também aprendi a prática da união e do amor sem precisar de um líder religioso.
Era o amor que ditava as regras da casa quando todos os dias ela fazia uma comida especial e cuidava para que todos que estivessem em casa pudessem desfrutá-la e para que houvesse fartura, pensando numa possível visita surpresa. Era também o amor que conduzia suas palavras de buscar harmonizar a relação com meu pai e meus irmãos. Era o amor que se fazia presente mesmo em meio às imperfeições das pessoas que formavam a minha família e que se fazia maior que qualquer falta de entendimento. Era o amor que reinava quando as mais difíceis situações davam sinais. Era o amor que sempre estava presente nos momentos festivos e de colaboração.
E, antes de qualquer outra coisa, foi amor que aprendi a receber e a dar. Estivesse em casa, na igreja ou em qualquer outro lugar. Foi com amor e através do amor que aprendi a viver e a lidar com o mundo. Sem dogmas, sem preconceitos, sem ordens ditadas por algum credo, sem consultas a livros religiosos.
Foi através do amor, que sempre existiu dentro de mim e que existe dentro de todo mundo, que aprendi a me orientar em meio às situações que iam surgindo na minha vida. Mas foi por meio da exaltação do amor dentro da minha própria casa que eu aprendi a ter fé no bem. Sem intermediários, sem a necessidade de conselhos de pessoas socialmente consideradas mais espirituais, sem nada.
Para enxergar, direcionar e expandir o bem a quem quer que seja e a qualquer lugar, eu  aprendi que preciso apenas consultar o meu próprio coração, pois é ele o lugar onde todo amor é capaz de habitar. Então, desde muito nova eu aprendi a ser a minha própria guia. Porque a minha força não foi estabelecida pelas regras religiosas e não se fragiliza mediante ideias contraditórias ou sermões de quem diz ter mais sabedoria. A minha força vem da conexão com algo muito maior e que nada pode abalar: vem da essência divina que habita dentro de mim e que toma forma através do modo amoroso de ver a vida. De forma leal, apenas amo.

terça-feira, 24 de abril de 2018

A receita definitiva de como ficar bem

Ninguém quer ficar triste, ninguém quer ficar mal. E fala sério, quem é que não quer uma receita pra conseguir ficar bem e fluir com a vida? Pois então lá vai... A receita definitiva para ficar bem é fazer o que te faz bem!
Eu sei que vocês estavam esperando por um tutorial milagroso e que servisse para todas as pessoas do planeta Terra. Mas a verdade é que não tem outra maneira de fazer a vida fluir, gente. Diante das nossas particularidades, temos que ser nossos próprios terapeutas e observar o que, de verdade, vai funcionar para a gente.
Eu já falei um pouquinho sobre isso no texto Seja o seu próprio terapeuta (vejam aqui), mas vou buscar dizer de outra maneira. Ninguém pode nos passar uma fórmula mágica, porque cada pessoa responde de uma forma muito particular. Então por isso a importância de deixar em nossas vidas aquilo que nos faz bem, e é claro que isso vai variar de pessoa para pessoa.
Se você gosta de dançar e acha que a dança consegue diminuir a sua ansiedade e fazer com que você se sinta melhor, então dance. Se você observou que o que te faz sentir melhor é ler um livro ou escrever o que está sentindo num caderninho, então leia, então escreva. Não precisa ser, e geralmente não é, algo extraordinário. Pense em coisas simples, que podem ser feitas a qualquer hora, sem restrições.
Eu dei esses exemplo, que não são necessariamente os meus, e você deve buscar os seus próprios exemplos. Além disso, tem mais uma coisa que pode ajudar muito... sentir o que vai te fazer bem no momento. Podem existir várias coisas que você ame fazer e que contribuam para o seu bem estar, mas pare e reflita: nesse momento, qual dessas coisas vai poder me beneficiar mais?
E é assim que você vai se autoconhecendo e montando a sua própria receitinha. Não precisa que ninguém te diga o que você deve fazer, basta que você silencie pelo tempo que achar necessário e encontre a resposta que precisa em cada momento. E, é claro, a coloque em prática. A falta de tempo e coisas afins não devem ser justificativas para que você se permita permanecer no mal estar.
É assim que as respostas para os mais variados problemas e para guiar a sua vida de uma forma mais ampla vão aparecendo. E então, vamos lá?

domingo, 22 de abril de 2018

Resposta à saudade

Dobrei os joelhos em cima da cama e inclinei-me em direção a ele, encostando os meus lábios aos seus. Eu só queria deixar a marca do meu batom em sua boca. Ele veio com tudo. Me segurou firme e me impediu de sair de perto.
Nossos lábios permaneceram colados um ao outro, presos a uma sequência de movimentos intensos e que desencadeavam sensações em outras partes do corpo. Tudo fluía de forma intensa e rápida. Era delicioso sentir tudo aquilo.
Momentos depois, eu percebi o peso do seu corpo em cima do meu e a sua respiração perto da minha. O meu vestido era suavemente levantado, até que sua mão conseguisse chegar aonde queria. A minha boca continuava sendo abafada com beijos, até o momento em que  senti sua boca colar em meu ouvido para me pedir que apagasse a luz e voltasse rapidamente para a cama. Assim eu fiz.
Ao retornar, assumi a posição inversa, ficando por cima. Sua calça jeans e sua cueca ficaram em seu corpo só por mais alguns minutos e logo na sequência eu me vi sem vestido e sem sutiã. Nossos corpos ainda estavam separados pela minha calcinha de renda cor de rosa. Até que pude sentir a deliciosa sensação de tê-la rasgada em meu corpo. Sem pedidos, com muita pressa.
Depois de passar a sua mão direita pelo meu corpo, de baixo para cima, ele a firmou em meus cabelos, puxando-os para trás e me fazendo sentir uma dor deliciosa, que eu expressava de uma forma cheia de malícia em seu ouvido. Àquela altura, a sua mão esquerda deslisava entre as minhas pernas, enquanto minhas mãos se dividiam em acariciar suas costas e as demais partes do seu corpo. Era exatamente a resposta que a saudade precisava.
Aí eu pude recordar que o amor é fogo, o amor é água, o amor é tudo que ele quiser. E à saudade, ele responde com vontade.

terça-feira, 17 de abril de 2018

Somos quem podemos ser

Em meio a pressões e cobranças, que muitas vezes partem de nós mesmos, gosto de lembrar de um conselho que recebi uma vez: Não queira ser mais do que é e nem oferecer mais do que tem.
Essa foi uma frase confortante, não para que eu ficasse na minha zona de conforto, mas para que eu me lembrasse de que sou humana e de que estou em processo de evolução. Serviu para que eu me colocasse à disposição de um grande aprendizado: me aceitar em cada momento da minha experiência nesta dimensão e ficar ciente de que ter e entender os limites não é ruim, pelo contrário, me traz ainda mais conhecimento de até onde eu consigo chegar em determinada coisa.
As experiências devem ser vividas de forma plena. E, para isso, é necessário que entendamos até onde podemos ir em cada momento. Só com essa clareza que a busca pelo autoconhecimento nos dá é que podemos deixar de gastar energia com a teimosia e passar a poupá-la, para que possa ser usada em outra coisa e/ou mais adiante.
Refletir sobre quem de fato podemos ser agora é nos responsabilizar por usar de forma inteligente e positiva todo o nosso potencial. E lembrar que mesmo com limitações já somos seres perfeitos é respeitar a nossa grandeza interior.

O texto de hoje é mais um daqueles inspirados em algo particularmente meu, mas que tenho certeza que também pode servir para muitos de vocês. Beijos e boa noite, meus amores <3

sábado, 7 de abril de 2018

Seja a pluralidade que deseja ser

Há mais ou menos duas semanas eu atualizei a descrição do meu perfil do Instagram e decidi deixá-lo numa pegada mais profissional. Digo isso no sentido de colocar o que tenho feito profissionalmente. Ele ficou assim:
Economista. Empreendedora. Escritora de textos para web.
Eu achei fantástico! Mas o fantástico não é a ostentação de dizer que sigo três coisas no campo profissional e que, ainda por cima, elas começam com a mesma letra e isso dá um ar estético bem legal, haha. O que eu achei fantástico foi poder perceber que eu não me rendi à ideia de ter que escolher apenas um caminho para seguir e que o que eu achava ser indecisão era uma vontade de fazer além do que todos dizem ser o normal.
Estou fazendo coisas que são relacionadas à minha formação acadêmica e coisas que me inspiram e que tenho a oportunidade de desenvolver as minhas habilidades. Ou seja, estou seguindo coisas que estão alinhadas com a minha alma. E eu sei disso pelo seguinte: são coisas que me fazem vibrar e são coisas que fazem com que eu desenvolva os meus potenciais. Bingo!
Eu lembro que desde os quatro anos de idade eu já falava com as pessoas a respeito das profissões que eu pretendia desempenhar. Naquela época eu queria ser médica e modelo. Tudo bem que eram coisas mais relacionadas ao que a minha família dizia que eu deveria ser do que ao que de fato eu gostaria de ser, até porque isso foi se desenvolvendo aos poucos dentro de mim. Mas o interessante nisso é que eu não me intimidava com o fato de todos os adultos ao meu redor terem apenas uma profissão.
Não! Mesmo causando espanto em muitas pessoas, eu levava a minha ideia de ter duas profissões muito a sério. Lembro até uma ocasião onde a minha professora da primeira série perguntou a todos da turma o que gostariam de seguir profissionalmente. Eu fui uma das últimas na ordem em que as respostas eram dadas e deixei todos espantados ao revelar duas distintas coisas que naquela idade eu pretendia ser quando crescesse.
E de lá pra cá, as ideias do que seguir foram mudando, eu fui reconhecendo as minhas vocações e ainda sigo fazendo isso. Mas o que já naquela idade eu sabia era que eu não precisava ser singular só porque as outras pessoas eram. Eu queria ser plural. Queria viver a pluralidade de experimentar tudo aquilo que pudesse me fazer bem. E hoje eu sinto um orgulho danado em saber que eu consegui seguir firme e chegar, 21 anos depois, com a mesma serenidade de achar natural poder ser o que eu quiser e me reinventar quantas vezes for necessário.

Bom, meus amores, o texto de hoje é esse. Eu busquei passar, através da minha experiência pessoal, que ninguém está aqui para ser uma coisa só e nem para ser algo para o resto da vida. Se vocês estão num processo de indecisão ou achando que estão querendo coisas demais, relaxem. Vocês não estão sozinhos e eu garanto: vale muito a pena seguir o que se acredita <3

quinta-feira, 22 de março de 2018

O lado maravilhoso do apagão

Ontem (21) ocorreu um apagão em estados do Norte e Nordeste que durou cerca de 5 horas. A notícia polemizou e virou notícia na internet, além de assunto em grupos WhatsApp. Mas esse texto não é de caráter informativo. Estou aqui para falar um pouco de como foi ficar sem eletricidade sendo que o meu trabalho atualmente é desenvolvido em maior parte online.
Pois bem, o nome do texto talvez tenha causado espanto. Mas foi exatamente assim que enxerguei essa situação. Ontem era dia postar as novidades semanais na minha loja virtual (se vocês ainda não conhecem, corram para conhecer: @milestore1) e, apesar de ter dado tempo produzir as imagens aproveitando a luz do dia, eu não tinha internet para compartilhá-las. Aproveitei, então, para fazer a correção da luminosidade das fotos e selecionar das melhores. Nesse meio tempo, escureceu.
Pude ter a visão privilegiada de um céu estrelado e com uma delicada lua crescente. E enquanto estava na rua eu parei por algum tempo para observá-lo e sentir uma energia pura que vinha dali.
Quando cheguei em casa minha irmã havia preparado uma comida deliciosa e sentamos juntas para comer, aproveitando da luz de uma luminária que funcionava sem eletricidade. Quando terminamos, começamos a contar histórias do final de semana, coisas que às vezes não temos tempo para fazer, já que ela trabalha até mais tarde em dias normais.
Em seguida, tomei um banho, escovei os dentes e me recolhi em meu quarto. A desconexão do mundo virtual e da luz elétrica me oportunizou uma conexão mais profunda comigo mesma. Decidi que usaria o meu tempo para meditar, silenciar, buscar a autoconexão. Por volta das 20:30 a eletricidade estava de volta, mas ainda assim dei seguimento à minha escolha. Meditei por um tempo mais longo que o que tenho dedicado ultimamente e, em seguida, fiz algumas práticas de agradecimento ao universo e aos meus mentores espirituais por toda proteção que recebo.
Esse foi o meu lado maravilhoso de ter passado por um apagão. Tenho certeza que cada pessoa que passou por ele pôde desfrutar de algo de bom também. Qual foi o de vocês?

terça-feira, 6 de fevereiro de 2018

Assim como eu sou

Me sinto mulher. Uma mulher que vai, que volta, que faz o que preciso for. Uma mulher que toma a atitude, mas que também sabe esperar quando é o caso. Uma mulher determinada e com coragem para abraçar o mundo. Uma mulher segura, ao ponto de permanecer intacta nas mais desafiadoras situações. Uma mulher que se impõe, porque nada no seu mundo é proibido. Uma mulher livre, pois prefere conservar a sua verdadeira natureza.
Meu outro ângulo é uma menina. Uma menina que às vezes chora e desmonta pelo simples fato de não receber atenção. Uma menina que busca agradar por não saber como agir. Uma menina que é doce, mas que também é azeda. Ah, e que é fã de sabores com essa última característica!... Uma menina que faz birra fora e que se comporta dentro de casa. Uma menina que imagina as mais loucas aventuras e que se diverte só por isso. Uma menina que sonha. Que sonha em ser uma grande mulher.
No final das contas, me descubro simplesmente humana. Uma humana que pulsa coragem, mas que esbanja sentimentalidade. Uma humana que vibra por conquistas rasas e que muitas vezes não sabe lidar com grandes sucessos. Uma humana: ser capaz de possuir as mais distintas polaridades como característica, mas que no final das contas está sempre disposto a  mudar, a melhorar e a evoluir.